terça-feira, 27 de outubro de 2009

NBA Análises: Houston Rockets

Festa em Houston só com as cheerleaders

Festa em Houston só com as cheerleaders

08/09: O Houston Rockets foi o segundo melhor time do Oeste no ano passado. Não pelo recorde da temporada regular, pois as 53 vitórias e 29 derrotas foram suficientes para garantir apenas a quinta colocação da conferência. O Rockets impressionou mesmo nos playoffs, quando eliminou a ótima equipe do Portland Trail Blazers em seis jogos e levou o campeão Lakers até a sétima partida, mesmo desfalcado de Yao Ming desde o Jogo 4.

Durante a temporada regular o time do Houston “encaixou”. Tracy McGrady se machucou de vez e Rafer Alston foi trocado, sem ambos, com Aaron Brooks e Shane Battier entre os titulares, o time encontrou uma consistência impressionante. A defesa era implacável, com Artest e Battier azucrinando os atletas de perímetro e Yao e Scola segurando a bronca embaixo do aro; o ataque era equilibrado e altruísta, apesar dos esporádicos tijolos lançados por Artest.

Tudo indicaria uma temporada promissora após a surpreendente temporada 08/09, certo? Pelo contrário…

Entra: Trevor Ariza (LAL), David Andersen (Barcelona), Pops Mensah-Bonsu (TOR), Chase Budinger (Draft), Jermaine Taylor (Draft)

Sai: Ron Artest (LAL), Dikembe Mutombo (Aposentado)

Titulares: Aaron Brooks, Tracy McGrady, Trevor Ariza (Shane Battier), Luis Scola, David Andersen

Yao só em 10/11

Yao só em 10/11

Análise: O ano que teria tudo para comprovar a evolução de uma equipe que encontrou sua personalidade ideal no meio da temporada passada desenha-se um fiasco. A contusão de Yao Ming durante a série contra o Lakers nos playoffs foi mais séria do que se imaginava, tanto que o pivô já confirmou que só volta a atuar em 10/11. Artest abandonou o barco. T-Mac volta após cirurgia nas costas que por toda a carreira apresentaram problemas, e não se sabe exatamente em que condições estará.

Trevor Ariza chegou para atuar na vaga de Artest e o experiente pivô David Andersen foi trazido às pressas do Barcelona para quebrar um galho na vaga de Yao. Ariza, se tem defesa equivalente a seu antecessor na posição, deixa a desejar no ataque. Andersen nem em treinamento assemelhará sua produção à do chinês.

Houston só chega aos playoffs se T-Mac recuperar a eficiência ofensiva que deixou em Orlando, se Scola, que será a segunda opção ofensiva do time, repetir o excelente desempenho da Copa América – potencial para isso ele tem – e se a defesa continuar com a disposição da temporada passada (pode contar com isso). E mesmo que todos esses “ses” tornem-se verdadeiros, a vaga na pós-temporada será da rabeira da tabela.

Gustavo Mesa

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Pré-temporada: 4 vitórias e 4 derrotas. Estreia hoje contra o Portland.

NBA Análises: Dallas Mavericks

Dirk e o Mavs não conseguiram passar pelo Nuggets nos playoffs

Dirk e o Mavs não conseguiram passar pelo Nuggets nos playoffs

08/09: O Dallas Mavericks terminou a temporada regular com 50 vitórias e 32 derrotas, garantindo a sexta posição do Oeste para os playoffs. Na primeira rodada, bateu em cinco jogos num San Antonio Spurs sem Manu Ginobili e com Duncan baleado. Foi eliminado na semifinal de conferência pelo Denver Nuggets também em cinco jogos.

Como a maior parte das principais equipes da NBA, o Mavs também sofreu com lesões – a de Josh Howard, especificamente, que perdeu 30 jogos durante o ano.

Entra: Shawn Marion (TOR), Drew Gooden (SAS), Tim Thomas (CHI), Quinton Ross (MEM), Kris Humphries (TOR), Rodrigue Beaubois (Draft)

Sai: Brandon Bass (ORL), Ryan Hollins (MIN), Antoine Wright (TOR), Devean George (GSW), Jerry Stackhouse (Dispensado)

Titulares: Jason Kidd, Josh Howard, Shawn Marion, Dirk Nowitzki, Erick Dampier

Análise: como de costume, a offseason de Dallas foi bastante movimentada. Apesar de todas as contratações, a deficiência principal do Mavs não foi resolvida: falta uma presença imponente no garrafão. Dirk tem o tamanho, mas não o cacoete para agüentar o tranco. O pivô titular, Erick Dampier, deve ser o campeão do You Tube de enterradas na cara, é basicamente uma máquina de faltas sem velocidade e sem ataque (e com um contrato de US$ 11 milhões!).

O Dallas tentou contratar Marcin Gortat junto ao Magic. O pivô polonês aceitou a proposta, porém Orlando a igualou, e de quebra ainda roubou Bass do Mavs, debilitando ainda mais o garrafão do time. Marion, Thomas e Gooden, todos alas de força, chegaram, mas nenhum deles tem a capacidade de fazer frente a forças como Howard, Gasol e Duncan.

A equipe de Dallas melhorou, sem dúvida. Agora há mais talento. Kidd, apesar da idade, organiza o time de maneira única, Dirk Nowitzki é quase imarcável com seu tamanho e habilidade nos chutes de longa distância, Jason Terry é um ótimo cestinha saindo do banco e Howard, se recuperar a antiga forma, é uma bela opção ofensiva pela ala. O time já era bom, e está com qualidade superior, mas a falta de dureza no garrafão ainda deixa a equipe abaixo das grandes potências da NBA, que se tornaram ainda mais fortes nessa temporada.

Gustavo Mesa

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Pré-temporada: 5 vitórias e 2 derrotas. Estreia hoje contra o Wizards.

NBA Análises: Washington Wizards

Arenas atuou 15 vezes em 2 anos, como será seu retorno de lesão?

Arenas atuou 15 vezes em 2 anos, como será seu retorno de lesão?

08/09: As lesões afundaram a temporada do Washington Wizards. Começando pela de seu principal astro, Gilbert Arenas, que atuou em apenas duas partidas durante todo o ano. Caron Butler perdeu 15 jogos, DeShawn Stevenson ficou de fora de 50, Brendan Haywood só atuou seis vezes, e por aí vai…

O time já não era nenhum fenômeno, sem seu principal atleta e com vários titulares contundidos não era possível sequer cogitar uma temporada vitoriosa. Com somente 19 triunfos, o Wizards ficou com a lanterna da Divisão Sudeste.

Entra: Mike Miller (MIN), Randy Foye (MIN), Fabricio Oberto (SAS)

Sai: Etan Thomas (OKC), Darius Songaila (NOH), Oleksiy Pecherov (MIN)

Titulares: Gilbert Arenas, DeShawn Stevenson, Caron Butler, Antawn Jamison, Brendan Haywood

Análise: A diretoria do Wizards não quis esperar para renovar a equipe e pensou em reforçar-se para vencer agora. A base Arenas, Butler e Jamison foi mantida, e o time foi buscar o experiente ala Mike Miller e o explosivo armador Randy Foye em Minnesota.

Miller e Foye agora estão em Washington

Miller e Foye agora estão em Washington

Com ou sem as contratações, o que Washington realmente quer é ver seu principal atleta com condições de jogo. Arenas participou somente de 15 partidas em dois anos e, para que a temporada seja pelo menos razoável, é fundamental que o armador esteja em quadra.

A equipe da capital tem um excelente plantel ofensivo no perímetro, Arenas é um cestinha nato e sabe como pontuar de praticamente todas as formas, Mike Miller é exímio nos chutes de longa distância e é um belo passador, Caron Butler e Antawn Jamison são bons e experientes jogadores e Randy Foye deve ser uma boa opção para manter o ataque pontuando quando sair do banco. O time melhorou, sem dúvida, mas ainda há um ponto crítico na equipe: o garrafão.

Washington não possui nenhum bom pivô. Não é possível contar mais com Haywood, se nem em seus tempos áureos ele foi um bom jogador, agora, com as constantes lesões, não exerce força alguma sob a cesta. Os jovens Andray Blatche e JaVale McGee são as apostas da franquia para assumir a posição, Blatche, porém, é um ala de força que marca mal e joga improvisado como um 5, McGee, entrando em sua segunda temporada, tem potencial, mas ainda é inexperiente e não tem condições de parar nenhum dos grandes pivôs da liga. Para piorar, o ala de força titular, Jamison, é baixo para a posição com apenas 2,06m.

Para vencer, Washington precisa que seus arremessadores chutem em altas porcentagens para superar a falta de rebotes e segundas opções que o decréscimo de tamanho trará ao time. O Wizards chegará aos playoffs, mas é difícil imaginar que passe da primeira rodada, principalmente sem enfrentar Howard e companhia, Garnett e companhia ou Shaq e companhia.

Gustavo Mesa

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Pré-temporada: 4 vitórias e 4 derrotas. Estreia hoje contra o Dallas.

NBA Análises: Boston Celtics

Sucesso de Boston está nos joelhos de KG

Sucesso de Boston está nos joelhos de Kevin Garnett

08/09: O Boston Celtics dava impressões de que repetiria o título da temporada anterior. A experiente e sólida equipe estava no topo do leste, junto com Orlando e Cleveland, e, como se podia esperar, deveria subir de produção nos playoffs. Porém, o otimista prognóstico foi abaixo com a lesão de Kevin Garnett. Primeiro diziam que ele voltaria em poucas semanas, depois nos playoffs, mas a contusão no joelho foi séria e o tirou da temporada.

Mesmo sem KG, o Boston ainda conseguiu assegurar a segunda posição do leste. Pegou o Bulls na primeira rodada e proporcionou uma série épica, com sete prorrogações em sete partidas (mas não em todos os jogos). Na fase seguinte, Boston bateu de frente com Orlando, até conseguiu abrir vantagem de 3 a 2, mas Dwight Howard e companhia venceram as duas partidas seguintes e avançaram às finais de conferência.

Entra: Rasheed Wallace (DET), Shelden Williams (MIN), Marquis Daniels (IND), Lester Hudson (Draft)

Sai: Leon Powe (CLE), Miki Moore (GSW)

Titulares: Rajon Rondo, Ray Allen, Paul Pierce, Kevin Garnett, Kendrick Perkins

Análise: O elenco do Boston é excelente. Não há uma peça irregular. Rondo tornou-se um ótimo armador principal e faz exatamente o que o time precisa, distribui o jogo, marca de forma implacável, rouba bolas e pega rebotes – faz o trabalho sujo e, quando necessário, pontua também. Ray Allen, apesar do pífio desempenho nos playoffs passados, continua sendo um dos melhores arremessadores da liga e é extremamente confiável nas horas decisivas. O mesmo pode ser dito de Paul Pierce, outro atleta confiável nos momentos finais, é um cestinha nato, principal arma ofensiva do time, e é um defensor subvalorizado. Kendrick Perkins é um pivô com excelente defesa, ótimo marcando atletas de costas para a cesta, realizou um ótimo trabalho defendendo Howard nos playoffs. E KG, para finalizar, é o coração do time, um dos melhores defensores da liga, mantém o time inteiro focado em jogar duro, é capaz de pontuar de quase todas as formas (exceto bolas de 3), tem arremesso de meia distância confiável e sabe montar um post-up.

Rasheed quer seu 2º anel em Boston
Rasheed quer seu 2º anel em Boston

Durante a offseason, o banco do Celtics tornou-se ainda mais forte. Somados ao grande arremessador Eddie House e ao ala de força Big Baby Davis, o General Manager Danny Ainge contratou Rasheed Wallace, Marquis Daniels e Shelden Williams. A contratação de Rasheed Wallace foi importante, nem tanto pelo que poderá adicionar à equipe, já bem servida no garrafão, mas por ter impedido que Rasheed fosse para Orlando ou San Antonio, que mostraram-se interessados em contratá-lo.

Outro motivo que fez Boston contratar o ex-jogador do Pistons foi a incerteza de como estarão os joelhos de Garnett nessa temporada. A lesão da temporada passada foi séria e não se sabe exatamente como será a recuperação de KG. Talvez ele se machuque de novo, talvez tenha que ser poupado em alguns jogos, por isso Wallace será uma peça de grande utilidade durante o ano.

É exatamente nesse ponto que o sucesso do Celtics se encontra: na saúde de KG. Com ele, o Boston é favorito a repetir o feito de 2008; sem ele, o time ainda fica um degrau abaixo de Cleveland Cavaliers e Orlando Magic.

Gustavo Mesa

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Atualização: O Celtics fez 8 jogos e venceu 6 na pré-temporada. Estreia hoje contra o Cleveland.


NBA Análises: Los Angeles Lakers

E já que o campeonato começa hoje, publicarei aqui as análises dos times, começando pelos que jogam hoje. Para isso, vou me valer dos textos publicados pela dupla do NBA Blog, Gustavo Mesa e Giuliano Bortolleto, devidamente autorizado por eles.

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LOS ANGELES LAKERS

08/09: Campeão da NBA. Alguma pergunta?

Sai: Trevor Ariza (HOU).

Entra: Ron Artest (HOU).

Time titular: Derek Fisher, Kobe Bryant, Ron Artest, Lamar Odom e Pau Gasol.

Análise: Não poderíamos começar nossas análises prospectivas em relação à próxima temporada NBA sem falar sobre o grande campeão daúltima temporada, o Los Angeles Lakers. Depois de tudo o que foi feito pela equipe durante e após a temporada 2008/09, seria incompreensível pensar em algo que não seja a disputa do título. Durante a temporada, a equipe mostrou muita consistência nos playoffs e não deixou que o título fosse parar na boa, mas, inexperiente equipe do Orlando Magic. Após a temporada, o time de LA tratou de renovar com peças fundamentais à equipe, como Kobe e Odom, além de se reforçar ainda mais.

Com um time milimetricamente arquitetado desde as últimas duas temporadas pelo técnico mais campeão da história da liga, Phil Jackson, quando chegou às finais em ambas as oportunidades, o Lakers é um time muito maduro e experiente.

Trata-se de um time que se conhece muito bem. Por isso todos jogam em função do MVP das finais, Kobe Bryant, jogador detentor de quatro anéis, pois todos sabem que ele irá resolver quando necessário. A temporada passada está aí para provar. Portanto, será o Lakers um time de uma estrela só? Na minha opinião, sim. No entanto, essa estrela conta com um dos melhores elencos da liga para ajudar a carregar o piano.

Ron Artest chega para brilhar em LA

Ron Artest chega para brilhar em LA

A fim de reforçar ainda mais este elenco, a diretoria do Los Angeles Lakers tratou de trazer o antigo desafeto de Kobe nos playoffs: o ala Ron Artest. O “bad boy” chega para a vaga do excelente defensor Trevor Ariza. Ron, além de uma defesa absolutamente implacável, que em nada fica devendo para a de Ariza (Kobe que o diga), traz à Los Angeles duas outras características que simplesmente não existiram nas três últimas temporadas.

A primeira delas é a de um jogador que pode realmente decidir uma partida, além da estrela Kobe Bryant. Artest é um jogador de primeiro nível, um All-Star. Foi principalmente por sua causa que o Houston se classificou para os playoffs em 2009, passou pela primeira fase e deu um duríssimo trabalho ao Lakers, uma vez que Tracy McGrady se contundiu, assim como Yao Ming. O time de Phil Jackson ganha e muito ofensivamente. Ganha em arremessos de três, em infiltrações, em força, em poder de decisão.

Já a segunda característica não é lá tão positiva. Por seu temperamento e qualidade, Artest é um jogador que pode contestar a liderança absoluta de Kobe Bryant. Ele é o único com qualidade suficiente para pegar uma bola nos segundos finais e arremessar com frieza e qualidade. E isso pode ser um problemasso para o ego de Kobe Bryant. Para não deixar que isso ocorra, a diretoria do Lakers renovou com o ala de força Lamar Odom, velho conhecido e grande amigo de Ron. Odom, segundo pensam os líderes em LA, pode segurar os ânimos de Artest para não enfurecer o MVP das finais. Além de Odom, o Lakers conta com a frieza e a experiência de Phil Jackson em lidar com um time cheio de egos e estrelas, como era o antigo Lakers da dupla Shaq e Kobe.

O Los Angeles Lakers (com 15 títulos) tem tudo para brigar por mais um título da NBA e se aproximar do Boston Celtics (com 17 títulos) na corrida pelo maior campeão da Liga Americana de Basquete. Minha expectativa é de que fique com a segunda colocação da conferência Oeste durante a próxima temporada NBA.

Giuliano Bortolleto

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Atualização: na pré-temporada o Lakers fez 8 jogos e venceu 6, com destaque para a atuação de Andrew Bynum. Estreia hoje contra o Los Angeles Clippers.

Fim da espera: começa a temporada 2009/2010 da NBA

Não aguentava mais esperar. Quatro jogos dão início à temporada. E jogaços. O Cleveland Cavaliers, do brasileiro Anderson Varejão, LeBron James e Shaquille O`Neal joga contra o Boston Celtics. O Dallas pega o Washington. Houston e Portland; e em Los Angeles, o clássico local: Lakers x Clippers. Jogo que provavelmente irei assistir.
O Clippers não é mais aquele saco de pancadas. Pegou o draft número 1, Blake Griffin, que soma-se a Marcus Camby, ótimo jogador defensivo e Baron Davis, o experiente maestro. É um time que vai incomodar.
Já o Lakers vem com Ron Artest como principal novidade. Ele mesmo que defendia o Houston e armou uma treta com Kobe Bryant, agora seu parceiro de time.
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