O pivô de 38 anos abriu mão de um salário de 10 milhões de dólares para jogar na Europa para jogar no time mais tradicional da NBA. E vai receber o salário mínimo de veteranos: U$ 1,4 milhão. Shaq jogará com a camisa 36. E mais um experiente no elenco do Boston Celtics. Ray Allen, Paul Pierce, Kevin Garnett, Jermaine O'Neal (que veio do Miami) e Michael Finley têm mais de 32 anos. Vale lembrar que na última temporada, muita gente desdenhava dos velhinhos do Boston, e eles surpreenderam chegando à final. Perderam o título no último jogo, por diferença de 7 pontos. Foto: site do Boston Celtics
Alguns bons momentos de Shaquille O'Neal:
Como sofreram David Robinson, Hakeem Olajuwon, Arvidas Sabonis, Dikembe Mutombo e outros pivôs que tiveram que marcá-lo.
O Miami formou um timaço, com as estrelas Dwayne Wade, LeBron James e Chris Bosh. Amaré Stoudamire saiu do Phoenix para o New York. Carlos Boozer deixou o Utah e foi para o Chicago. Além de vários outros movimentos no mercado. Entre os mais conhecidos, quem ainda está sem time são o veterano pivô Shaquille O'Neal, o eterno baleado armador Tracy McGrady, e o problemático Allen Iverson. Sobre os brasileiros, Leandrinho foi para o Toronto. Tiago Splitter jogará pelo Spurs. Varejão ficou em Cleveland, uma tremenda barca furada sem LeBron James. Nenê segue em Denver, no time dos fominhas Chauncey Billups e Carmelo Anthony. E tem ainda Paulão Prestes, que pode jogar pelo Minnesotta Timberwolves. Os especialistas projetam uma final entre Miami e Lakers. O aperitivo dessa provável decisão será no dia de Natal, em Los Angeles, pela temporada regular. Ainda tenho que esperar dois meses e meio pelo início da temporada, em 26 de outubro. Fica aí um aperitivo da temporada passada, os 10 melhores buzzer-beaters dica copiada do NBA Websportiva), lances sensacionais.
Só discordo quanto ao primeiro. Acho que o segundo, aquela enterrada de Josh Smith, do Atlanta, merecia ser o número 1. Mas Kobe é Kobe, naquela cesta sensacional sobre Dwayne Wade.
O time de LeBron James esteve irreconhecível. Ele esteve irreconhecível. Marcou apenas 15 pontos, metade de sua média. Surpreendentemente, o cestinha do Cavs foi Shaquille O'Neal, com 21 pontos, mesmo jogando apenas 26 minutos.
Enquanto o Cleveland amassava o aro, o Boston era só alegria. A bola estava caindo. Quatro jogadores fizeram mais de 15 pontos, com destaque para Ray Allen, com 25. O time mais tradicional do leste literalmente massacrou o Cavs em seu próprio ginásio. Uma derrota humilhante em casa: 120 a 88. O Boston vence por 3-2 e joga a próxima em casa, ou seja, tem tudo pra confirmar a classificação à final da Conferência Leste.
E foi uma senhora vitória. O Cavs não tomou conhecimento dos Celtics, em pleno TD Garden. Começou a arrasador. LeBron James foi animal. Fez 21 pontos só no 1º quarto, no período em que o Cavs venceu por 36 a 17. O Boston tentou equilibrar até o fim da primeira metade, mas tomou 3 pontos a mais (29-26). O 1º tempo terminou em 65 a 43. No 2º tempo, outro massacre. O Cavs administrou bem a vantagem obtida e aumentou a diferença para 29 pontos. Isto, repito, em pleno TD Garden, o templo do Celtics onde já foram comemorados vários títulos. Final: 124 a 95. Os números: LeBron James: 38 pontos, 8 rebotes, 7 assistências; Antawn Jamison: 20 pontos, 12 rebotes; Shaquille O'Neal: 12 pontos, 9 rebotes (uma boa média pra quem jogou só 22 minutos); Pelo Boston, Kevin Garnett foi o cestinha: 19 pontos. Ray Allen estava com a mão torta. Anotou só 7 pontos, um aproveitamento pífio de 2-9 nos arremessos de quadra. Bem abaixo de sua média. O massacre:
No ano passado fiz uma cobertura completa dos playoffs da NBA. Falei de todos os jogos e dei mais detalhes daqueles que assisti ao vivo. Pretendo repetir a dose agora, até pra movimentar o ÚH. Acrescentei ao lado um widget com os placares e jogos do dia. Então vamos lá...
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Os times de melhor campanha jogaram em casa na abertura dos playoffs da NBA. E conseguiram fazer valer o mando de quadra, apesar de serem jogos muito disputados. Em Cleveland, o Cavs bateu o Chicago por 96 a 83. Derrick Rose, armador do Bulls fez uma partidaça, 28 pontos, mas não conseguiu segurar o melhor time da competição. Destaque para a volta de Shaquille O'Neal, os 24 pontos de LeBron James e os 15 rebotes de Anderson Varejão.
Em Atlanta, o Hawks venceram o Milwaukee Bucks, apesar dos 34 pontos do novato Brandon Jennings. Bela estreia em playoffs. Mas o Bucks vai sentir muita falta, como já sentiu ontem de seu pivô Andrew Bogut. O australiano está com uma fratura no braço e não volta mais nesta temporada. Vitória do Hawks por 102 a 92.
Em Boston, a série que estou apostando minhas fichas como a mais eletrizante. E o jogo entre Boston e Miami mostrou que vai ser pau a pau. O Miami fez um ótimo 1º tempo, virou na frente, mas sofreu um apagão geral na seguinda etapa. Um jogo bastante nervoso, que teve até um arranca-rabo entre Kevin Garnett e Quentin Richardson, que terminou na expulsão de Garnett. Dwayne Wade foi o cestinha com 26 pontos, mas chegou um momento do jogo que nem ele estava rendendo. Final: 85 a 76. O Boston sai frente.
No único duelo do lado oeste, Denver Nuggets x Utah Jazz, fizeram o maior placar da rodada. Um jogaço no pau até a metade do 4º quarto. Foi quando Denver fez uma corrida de 11-0 e distanciou-se do Jazz. Caía tudo. Carmelo Anthony terminou como o cestinha da rodada, com 42 pontos. O brasileiro Nenê fez 19. Final: 126 a 113.
O Boston Celtics sentiu-se à vontade em Cleveland e passou por cima do time da casa na rodada de abertura da NBA. LeBron James fez jus ao apelido de King James, anotou 38 pontos. Mas foi uma estrela solitária. Shaquille O'Neal fez apenas 10 pontos e Mo Willians, 12. Pelo Celtics, jogo mais distribuído: Paul Pierce, 23 pontos; Ray Allen, 16; Kevin Garnett, 13 e Rasheed Wallace, 12 pontos. Vitória do Boston por 95 a 89. Significativo, pois na temporada passada o Cavs perdeu só duas partidas em casa.
Shaq e LeBron: sem título, não haverá o que comemorar
08/09: Parecia ser o ano de LeBron James. O Cleveland Cavaliers teve melhor o recorde em toda a liga, com somente duas derrotas em casa. Nos playoffs, varreu seus dois primeiros adversários, Pistons e Hawks. Era franco favorito para bater o Orlando Magic na final do Leste, mas não foi o que ocorreu. Sem ter quem fizesse frente à Dwight Howard no garrafão e sem um marcador com velocidade suficiente para buscar o ala de força Rashard Lewis no perímetro, as fraquezas do Cavs ficaram expostas contra a pouco convencional equipe de Orlando. LeBron bem que se esforçou, mas não conseguiu bater a equipe da Flórida sozinho.
Com James entrando em seu último ano de contrato, o clima é de “agora ou nunca” no Cavs, por isso, a diretoria não mediu esforços para reforçar a equipe, trazendo ninguém menos que o 4 vezes campeão Shaquille O’Neal.
Entra: Shaquille O’Neal (PHO), Anthony Parker (TOR), Jamario Moon (MIA), Leon Powe (BOS)
Sai: Ben Wallace (DET), Sasha Pavlovic (MIN), Joe Smith (ATL)
Titulares: Mo Williams, Anthony Parker, LeBron James, Anderson Varejão, Shaquille O’Neal
Shaq veio para parar D12
Análise: A final de conferência contra o Orlando Magic expôs as fragilidades do time do Cavaliers, principalmente quando se tratou da marcação no garrafão. Não houve resposta para a explosão física de Dwight Howard, que foi superior em todos os aspectos do jogo contra quem quer que o marcasse, fosse Ilgauskas, Varejão, Ben Wallace, Hickson… No ataque, a falta de ofensividade de Varejão e de velocidade de Ilgauskas acabavam não aproveitando a debilidade de Orlando na marcação de Lewis. Nem mesmo a impressionante média de 38,5 pontos de LeBron nas finais foi capaz de levar o Cavs adiante.
Shaquille O’Neal foi a resposta encontrada para parar Dwight Howard no garrafão. Tamanho ele tem. Experiência também. Falta velocidade, e muito. A presença de Shaq sem dúvida é imponente, mas traz alguns problemas para o Cavs, como, por exemplo, a defesa do pick n’ roll na cabeça do garrafão. Aos 37 anos e com 147 kg, não há como o pivô acompanhar jogadores após o corta luz.
Ofensivamente, a capacidade de Shaq em anotar pontos é conhecida, porém, não se pode esquecer que ele jogará ao lado de LeBron James, jogador que precisa de espaço no garrafão para infiltrar. Com Ilgauskas em quadra há esse espaço, pois o lituano tem bom chute de média distância. Agora, todos sabem que O’Neal é completamente incapaz de acertar um jumper que seja, logo, haverá um garrafão com maior tráfego nas infiltrações de LeBron.
Isso quer dizer que não gostei da aquisição de Shaq? Pelo contrário. Seu tamanho e experiência serão fundamentais, ele sabe que lhe restam poucos anos na carreira e dificilmente terá oportunidade tão boa para conquistar seu 5º anel. Com a escassez de pivôs que há, Shaq foi um achado, ainda mais com a manutenção de Ilgauskas, o que dará versatilidade para Mike Brown montar seu time de acordo com o adversário. As contratações de Jamario Moon e Anthony Parker também foram muito boas, os dois são belos marcadores, o primeiro é explosivo,o segundo tem ótimo arremesso. Ambos poderão ser utilizados com freqüência.
A temporada 09/10 será um divisor de águas para a franquia. Se vencer o título, as chances de LeBron James, nativo do estado de Ohio, renovar aumentam bastante. Caso haja nova frustração, como a ocorrida contra o Magic, o atual MVP pode se cansar e buscar novos ares (e um anel). Para o Cavs, é vencer ou vencer.
Arenas atuou 15 vezes em 2 anos, como será seu retorno de lesão?
08/09: As lesões afundaram a temporada do Washington Wizards. Começando pela de seu principal astro, Gilbert Arenas, que atuou em apenas duas partidas durante todo o ano. Caron Butler perdeu 15 jogos, DeShawn Stevenson ficou de fora de 50, Brendan Haywood só atuou seis vezes, e por aí vai…
O time já não era nenhum fenômeno, sem seu principal atleta e com vários titulares contundidos não era possível sequer cogitar uma temporada vitoriosa. Com somente 19 triunfos, o Wizards ficou com a lanterna da Divisão Sudeste.
Entra: Mike Miller (MIN), Randy Foye (MIN), Fabricio Oberto (SAS)
Sai: Etan Thomas (OKC), Darius Songaila (NOH), Oleksiy Pecherov (MIN)
Análise: A diretoria do Wizards não quis esperar para renovar a equipe e pensou em reforçar-se para vencer agora. A base Arenas, Butler e Jamison foi mantida, e o time foi buscar o experiente ala Mike Miller e o explosivo armador Randy Foye em Minnesota.
Miller e Foye agora estão em Washington
Com ou sem as contratações, o que Washington realmente quer é ver seu principal atleta com condições de jogo. Arenas participou somente de 15 partidas em dois anos e, para que a temporada seja pelo menos razoável, é fundamental que o armador esteja em quadra.
A equipe da capital tem um excelente plantel ofensivo no perímetro, Arenas é um cestinha nato e sabe como pontuar de praticamente todas as formas, Mike Miller é exímio nos chutes de longa distância e é um belo passador, Caron Butler e Antawn Jamison são bons e experientes jogadores e Randy Foye deve ser uma boa opção para manter o ataque pontuando quando sair do banco. O time melhorou, sem dúvida, mas ainda há um ponto crítico na equipe: o garrafão.
Washington não possui nenhum bom pivô. Não é possível contar mais com Haywood, se nem em seus tempos áureos ele foi um bom jogador, agora, com as constantes lesões, não exerce força alguma sob a cesta. Os jovens Andray Blatche e JaVale McGee são as apostas da franquia para assumir a posição, Blatche, porém, é um ala de força que marca mal e joga improvisado como um 5, McGee, entrando em sua segunda temporada, tem potencial, mas ainda é inexperiente e não tem condições de parar nenhum dos grandes pivôs da liga. Para piorar, o ala de força titular, Jamison, é baixo para a posição com apenas 2,06m.
Para vencer, Washington precisa que seus arremessadores chutem em altas porcentagens para superar a falta de rebotes e segundas opções que o decréscimo de tamanho trará ao time. O Wizards chegará aos playoffs, mas é difícil imaginar que passe da primeira rodada, principalmente sem enfrentar Howard e companhia, Garnett e companhia ou Shaq e companhia.
Gustavo Mesa
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Pré-temporada: 4 vitórias e 4 derrotas. Estreia hoje contra o Dallas.
E já que o campeonato começa hoje, publicarei aqui as análises dos times, começando pelos que jogam hoje. Para isso, vou me valer dos textos publicados pela dupla do NBA Blog, Gustavo Mesa e Giuliano Bortolleto, devidamente autorizado por eles.
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LOS ANGELES LAKERS
08/09: Campeão da NBA. Alguma pergunta?
Sai: Trevor Ariza (HOU).
Entra: Ron Artest (HOU).
Time titular: Derek Fisher, Kobe Bryant, Ron Artest, Lamar Odom e Pau Gasol.
Análise: Não poderíamos começar nossas análises prospectivas em relação à próxima temporada NBA sem falar sobre o grande campeão daúltima temporada, o Los Angeles Lakers. Depois de tudo o que foi feito pela equipe durante e após a temporada 2008/09, seria incompreensível pensar em algo que não seja a disputa do título. Durante a temporada, a equipe mostrou muita consistência nos playoffs e não deixou que o título fosse parar na boa, mas, inexperiente equipe do Orlando Magic. Após a temporada, o time de LA tratou de renovar com peças fundamentais à equipe, como Kobe e Odom, além de se reforçar ainda mais.
Com um time milimetricamente arquitetado desde as últimas duas temporadas pelo técnico mais campeão da história da liga, Phil Jackson, quando chegou às finais em ambas as oportunidades, o Lakers é um time muito maduro e experiente.
Trata-se de um time que se conhece muito bem. Por isso todos jogam em função do MVP das finais, Kobe Bryant, jogador detentor de quatro anéis, pois todos sabem que ele irá resolver quando necessário. A temporada passada está aí para provar. Portanto, será o Lakers um time de uma estrela só? Na minha opinião, sim. No entanto, essa estrela conta com um dos melhores elencos da liga para ajudar a carregar o piano.
Ron Artest chega para brilhar em LA
A fim de reforçar ainda mais este elenco, a diretoria do Los Angeles Lakers tratou de trazer o antigo desafeto de Kobe nos playoffs: o ala Ron Artest. O “bad boy” chega para a vaga do excelente defensor Trevor Ariza. Ron, além de uma defesa absolutamente implacável, que em nada fica devendo para a de Ariza (Kobe que o diga), traz à Los Angeles duas outras características que simplesmente não existiram nas três últimas temporadas.
A primeira delas é a de um jogador que pode realmente decidir uma partida, além da estrela Kobe Bryant. Artest é um jogador de primeiro nível, um All-Star. Foi principalmente por sua causa que o Houston se classificou para os playoffs em 2009, passou pela primeira fase e deu um duríssimo trabalho ao Lakers, uma vez que Tracy McGrady se contundiu, assim como Yao Ming. O time de Phil Jackson ganha e muito ofensivamente. Ganha em arremessos de três, em infiltrações, em força, em poder de decisão.
Já a segunda característica não é lá tão positiva. Por seu temperamento e qualidade, Artest é um jogador que pode contestar a liderança absoluta de Kobe Bryant. Ele é o único com qualidade suficiente para pegar uma bola nos segundos finais e arremessar com frieza e qualidade. E isso pode ser um problemasso para o ego de Kobe Bryant. Para não deixar que isso ocorra, a diretoria do Lakers renovou com o ala de força Lamar Odom, velho conhecido e grande amigo de Ron. Odom, segundo pensam os líderes em LA, pode segurar os ânimos de Artest para não enfurecer o MVP das finais. Além de Odom, o Lakers conta com a frieza e a experiência de Phil Jackson em lidar com um time cheio de egos e estrelas, como era o antigo Lakers da dupla Shaq e Kobe.
O Los Angeles Lakers (com 15 títulos) tem tudo para brigar por mais um título da NBA e se aproximar do Boston Celtics (com 17 títulos) na corrida pelo maior campeão da Liga Americana de Basquete. Minha expectativa é de que fique com a segunda colocação da conferência Oeste durante a próxima temporada NBA.
Giuliano Bortolleto
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Atualização: na pré-temporada o Lakers fez 8 jogos e venceu 6, com destaque para a atuação de Andrew Bynum. Estreia hoje contra o Los Angeles Clippers.
Não aguentava mais esperar. Quatro jogos dão início à temporada. E jogaços. O Cleveland Cavaliers, do brasileiro Anderson Varejão, LeBron James e Shaquille O`Neal joga contra o Boston Celtics. O Dallas pega o Washington. Houston e Portland; e em Los Angeles, o clássico local: Lakers x Clippers. Jogo que provavelmente irei assistir. O Clippers não é mais aquele saco de pancadas. Pegou o draft número 1, Blake Griffin, que soma-se a Marcus Camby, ótimo jogador defensivo e Baron Davis, o experiente maestro. É um time que vai incomodar. Já o Lakers vem com Ron Artest como principal novidade. Ele mesmo que defendia o Houston e armou uma treta com Kobe Bryant, agora seu parceiro de time.
Além do privilégio de jogar na NBA, ao lado de LeBron James e Shaquille O'Neal, e de ter uma chance real de faturar o título, o capixaba ainda assinou contrato de U$ 41,5 milhões, por 5 anos, U$ 7,1 milhões por ano, US$ 600 mil por mês, ou R$ 1, 2 milhão/mês. Pela bola que Varejão joga, foi um ótimo contrato.
Com o título desta temporada, o técnico Phil Jackson tornou-se o técnico recordista de títulos na NBA. Ele foi o comandante do Chicago Bulls na era Michael Jordan, quando abocanhou 6 títulos. Após a aposentadoria de MJ, Phil foi para a califórnia, tornar outro grupo vencedor: o Lakers de Shaquille O'Neal, Kobe Bryant, Derek Fisher, Robert Horry, Edie Jones, e vários outros. Seus críticos dizem que Phil Jackson só gosta de comandar grupos com superastros, por isso vence. E ele cala os críticos conquistando títulos.
Difícil eleger um entre tantos jogos emocionantes, mas este jogo 4 da série final da NBA foi o melhor. Um jogo surpreendente em todos os seus detalhes, números, lances e personagens. Um embate de gigantes, em que o herói da partida não foi o SuperMan, Dwight Howard, embora tivesse feito uma apresentação de gala. O herói do jogo fez do Amway Arena, em Orlando, um cenário de filme. Um filme de superação, que poderia ser chamar: "Eu sou Derek Fisher". Dado como acabado por muitos, em fim de carreira por outros, irregular, sem motivação, Fischer vinha mesmo se apresentando mal nestes playoffs. Mas nas últimas partidas parece ter reencontrado aquele basquetebol que o consagrou no tricampeonato do Lakers, como escudeiro de Kobe Bryant e Shaquille O'Neal. Mas como pode um jogador de 1,85 metros, veterano com 35 anos, 12 de NBA, média de 7,6 por jogo nos playoffs e no quarto confronto com o Magic ter anotado apenas 12 pontos ser tudo isso? Qual a razão para tantos elogios? Simples, Fisher atuou como astro. Acertou arremessos que fizeram a diferença, lances fundamentais para a vitória do Lakers por 99 a 91 que garantiu a terceira vitória, na melhor de sete. O jogo: Precisando desesperadamente da vitória, o Magic tentou sufocar o Lakers, com relativo êxito. Ficou na frente no primeiro quarto, vencendo por 24 a 20, com jogadas como esta, de Turkoglu. Kobe Bryant entrou disposto a apagar a atuação um pouco mais discreta que teve no game 3. Aqui ele encara a alta defesa do time da terra do Mickey. O Magic conseguiu segurar o Lakers e ainda fez um belo segundo quarto, virando 12 pontos na frente: 49 a 37. Doze pontos num jogo desse parece uma grande diferença, mas não numa série final. O Lakers voltou ligadaço. Fez um jogo coletivo, desviando a atenção de Kobe Bryant e distribuindo para Lamar Odom e Trevor Ariza, Neste quarto o Lakers acertou 4 bolas de 3, tirando a diferença do primeiro tempo e entrando no período final 4 pontos na frente. E olha que Dwight Howard estava jogando demais. Pegou 21 rebotes, deu 9 tocos e ainda marcou 16 pontos. Turkoglu foi o cestinha do Magic com 25 pontos, Mickael Pietrus contribuiu com mais 15, e a decepção foi Rashard Lewis, que estava com a mão descalibrada. Consegui marcar apenas 6 pontos em 45 minutos em quadra. O desfecho: O quarto quarto foi nervoso. Exigiu dos atletas mais que condição física para correr, saltar e arremessar, mas muito sangue frio. Placar parelho, 82-82, até 1:34 do fim, quando Turkoglu encesta uma de 3 e no lance seguinte outra valendo 2 pontos. O Magic abre 5 pontos num piscar de olhos. Pior: o placar não se mexe durante 1 minuto. Na estratégia do Lakers, a opção foi por uma infiltração. Bola de segurança e Gasol garante mais 2 pontos. 87-84. Aí o Orlando comete uma falha que mudou a sorte do jogo. A bola foi parar na mão de Dwight Howard, alvo preferido das defesas quando é preciso parar o relógio. Kobe fez falta nele, o D-12 cobrou os dois lances livres e errou os dois, faltando 11 segundos pra acabar. Na reposição da bola, entra em cena o herói da noite. Derek Fisher, vai lá e contraria a lógica. Enquanto todos esperavam pela definição de Kobe Bryant, ele mesmo, que conduzia a bola acertou o arremesso de 3. Empate, 87 a 87. Prorrogação: O nervosismo entrou em quadra e os dois times mais erraram que acertaram. Jogo lá e cá até os 31 segundos finais, quando Derek Fisher acerta outra de 3 pontos e estraga a festa do Magic. Havia tempo pra tirar essa diferença, o Lakers fez isto com apenas 11 segundos. Mas o Orlando preferiu se precipitar e arremessar sem confiança. Tomou um contraataque, e depois de mais um ataque frustrado, outro contraataque, em que Pietrus cometeu uma falta desleal em Pau Gasol. Deu um golpe com as duas mãos nas costas do espanhol, e ainda não conseguiu evitar a cesta. O jogo estava perdido. Melhores momentos: O Lakers me lembrou muito aqueles times do Oscar (Mackenzie, Flamengo, Banco Bandeirantes, Corinthians): ia cozinhando o galo e dava o bote no final, com lances sensacionais. Um jogaço. O próximo será domingo em Orlando. Se o Lakers vencer, acaba o campeonato. Se der Magic, a decisão será em Los Angeles. Depois deste jogo 4, acho muito difícil o título escapar das mãos do Lakers. Merecem destaque: A assistência de Rashard Lewis, para a finalização de Marcin Gortat Block de Dwight Howard em Pau Gasol, um dos 9 da noite A assistência de Jameer Nelson para D-12 enterrar
Errei completamente minha expectativa para o 6 jogo entre Orlando e Cleveland. Eu achava que o Orlando ia se mostrar muito pressionado por ter que evitar a todo custo a decisão da série no jogo 7 em Cleveland, caso não vencesse o Cavs em casa. Mas o que ocorreu na quadra do Amway Arena foi exatamente o contrário. LeBron James estava irreconhecível. Terminou a partida com 24 pontos, 7 assistências e 7 rebotes. Muito pouco perto do que ele fez em todo o playoff e em toda a temporada. A BOLA DELE NÃO CAÍA! Nem lance livre. Na verdade, King James entrou em quadra sem a coroa de MVP. Foi apenas um jogador comum de 24 anos sentindo o peso da responsabilidade de ter que comandar um time a uma virada histórica. Seria exagero dizer que LeBron amarelou, porque ele tentou, tentou muito. MAS A BOLA DELE NÃO CAÍA! Fazer o quê? Arriscou 20 vezes, encestou apenas 8 valendo 2 pontos. De 3 foram 8 tentativas e 6 erros. Como poucas noites em toda a temporada, LeBron não se encontrou. E como o Cleveland depende excessivamente dele, afundou junto. Desde o início, o Magic foi muito superior ao Cavs. O primeiro tempo foi um passeio. 58 a 40.
No 3 quarto, o Cleveland esboçou uma reação, que não foi nada mais do que fazer dois pontos a mais que o Orlando. No 4 quarto, o domínio continuou, com o Cleveland nos 4 minutos finais partindo para o desespero. Ali LeBron James percebeu que é um simples mortal. Fazia de tudo, mas errava, não conseguia fazer a diferença como fez tantas vezes neste campeonato. Olhando o Boxscore, chego à conclusão que o problema do Cleveland não foi nem o ataque, mas a defesa, o fundamento mais importante do basquete. LeBron marcou 25; Delonte West, 22; Mo Willians, 17; Varejão, 14. Boas pontuações, mas pouco perto de Dwight Howard, que fez um jogaço de superpivô, lembrando muito Shaquille O'Neal nos bons tempos. Recorde pessoal em playoffs, 40 pontos, 14 rebotes.
Além do Superman, o Magic ainda teve Lewis com 18 pontos e Pietrus com 14, cada um colaborando um pouco principalmente na defesa. O Magic apanhou 47 rebotes, contra 34 do Cleveland. Isso faz muita diferença. Final: Orlando 103, Cleveland 90.
O Orlando fecha a série por 4 a 2, mesmo placar que o Lakers, adversário da final, aplicou sobre o Denver. Enfim, teremos igualdade de condições. Teremos grandes duelos. Kobe x Howard, Gasol x Lewis, Odom x Turkoglu, Ariza x Alston. O primeiro jogo da melhor de 7 é na quinta-feira, 04 de junho. Lances que merecem destaque: Apesar dos pesares, o toco de LeBron James em Rafer Alston
A infiltração de Rashard Lewis, encarando Anderson Varejão
Foi outra emoção da noite, pena que não pude acompanhar. Quando olhei a parcial, o jogo entre o Cleveland e Orlando Magic, a primeira partida da final da Conferência Leste, estava no intervalo. 63 a 48. O Cavs ganhava por 15 pontos e LeBron James já tinha feito 26. Ele jogava por música, dava dribles desconcertantes e entrava como queria na defesa do Magic, uma das melhores do campeonato. O time todo estava jogando com alegria. E com sorte. Mo Willians acertou a cesta arremessando de seu garrafão, naquele lance em que o jogador arremessa de qualquer maneira pro outro lado porque o tempo está se esgotando. Melhores momentos do 1º tempo:
Diante da facilidade do Cavs, pensei: barbada para o Cleveland, o único time invicto dos playoffs. Mas o Magic reagiu. No 3º quarto, a vantagem de 15 pontos caiu para 4, ou seja, desapareceu. O 4º quarto foi todo de jogo franco. Lá e cá. Rashd Lewis, Dwight Howard e Turkoglu jogaram muito. Howard fez 30 pontos, mas Lewis, mesmo com 22, fez os pontos mais decisivos. A 14 segundos do fim, o Magic passou à frente. O Cleveland não conseguiu converter seu ataque e ainda fez uma última tentativa após levar vantagem na bola ao alto, que quase Mo Willians converte no último segundo. Vitória do Magic, 107 a 106, em Cleveland. 1 a 0 na série. LeBron James, 49 pontos. Melhores momentos do jogo:
Torço para que o Cleveland, do brasileiro Anderson Varejão, chegue à final. Mas quero que seja com emoção, de preferência que a disputa vá para o jogo 7 e tenha prorrogação em todas as partidas. Na verdade, eu torço é pelo basquete. Merecem destaque: Melhor bloqueio: LeBron James dando um tocaço em Dwight Howard
Melhor enterrada: Dwight Howard enterrando ao estilo Shaquille O'Neal, quebrando a tabela.
Melhor assistência: Mo Willians dá um passe rápido para LeBron James concluir.
Vi o compacto desse jogo, que terminou com vitória do Rockets de Yao Ming sobre o Suns de Shaquille O'Neal, por 116 a 112. Shaq marcou apenas 17 pontos e pegou só 5 rebotes. Yao fez 15 pontos, mas pegou 14 rebotes. Olha na foto o quanto esse chinês sobra, até mesmo diante de um gigante como O'Neal, que tem 2,16 metros. Yao Ming tem 2,30 metros e uma agilidade impressionante. Ele deu um toco no próprio Shaq, que desmoralizou o pivozão. src="/.element/js/global/1.0/flash.js">
Ontem teve só dois jogos pela NBA. Em Houston, o Rockets deu um banho no Cleveland Cavaliers. Venceu por 93 a 74. O chinês Yao Ming (2,30 metros) foi o grande destaque, com 28 pontos. Ele deu um toco no LeBron James que deu até dó. James, o segundo maior pontuador da liga com média de 28 pontos por jogo teve uma atuação discreta, anotando 21 pontos. Pior fez o brasileiro Anderson Varejão, que pegou 5 rebotes, deu 2 assistências e não fez nenhum pontinho. Varejão é o pior dos três brasileiros da NBA. No outro jogo, um duelo interessante: Phoenix Suns e Los Angeles Lakers. O Phoenix é o 9º da Conferência Oeste e o Lakers o melhor time da liga. O jogo chama a atenção porque coloca Shaquille O'Neal contra seu ex-time e seu ex-desafeto Kobe Bryant. O armador Leandrinho conseguiu marcar 18 pontos e deu 7 assistências, como esta da foto, de costas. Mas não foi o suficiente para evitar a derrota, uma lavada. Lakers 132 x 106 Suns. As fotos são do site da NBA. Aliás, pra quem gosta de fotografia é um show de imagens. Confira.
O time de Shaquille O'Neal, Kobe Bryant, Amare Stoudamire, Yao Ming, Tim Duncan, Pau Gasol e outros, deu um passeio em quadra. Venceu a seleção da Conferência Leste (de Lebron James, Allen Iverson, Kevin Garnett, Dwayne Wade, Dwight Howard e outras feras) por 146 a 119. Foi uma reedição da parceria entre Shaq e Kobe, que levou o Lakers a três títulos da NBA. Os dois dividiram o troféu de MVP (jogador mais valioso) do jogo das estrelas, que a partir desse ano se chama Troféu Bill Russell. Kobe também foi o cestinha da partida, com 27 pontos. Faltou emoção, mas sobrou categoria em quadra. A última vitória do Oeste tinha sido em 2007. A festa acabou. Esta semana volta a pauleira para a segunda metade do campeonato e a briga pela classificação aos playoffs. Vídeo com os melhores momentos da festa de ontem: