quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Lakers vencem Clippers no derby de Los Angeles

Por um momento, no fim do 3º quarto, quando a diferença caiu para 3 pontos, até parecia que o Clippers ia aprontar pra cima do atual campeão da NBA. Mas aí o Clippers voltou a ser o Clippers e o Lakers voltou a ser o time que levantou a taça em junho passado.
O Clippers teve o tremendo azar de ter sua principal aposta, o novato Blake Griffin, com uma fratura no joelho, antes de entrar em quadra. Ficará dois meses parado. É um time que promete, se acertar a pontaria no ataque. Na defesa não é ruim, não.
Já o Lakers, jogou sem forçar a barra. Só na boa, já foi o suficiente pra começar com o pé direito.
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Ah, e ele está de volta: Craig Sager, o destaque da rodada, com seu terno xadrez areia.

Wizards vence em Dallas

O Washington Wizards foi outro time que começou bem a temporada. Venceu o Dallas fora de casa, por 102 a 91, mesmo com atuação destacada do alemão Dirk Nowitski (34 pontos). Foi mais uma vitória de conjunto, com destaque para Gilbert Arenas, 29 pontos, e Andray Blatche, 20 pontos.
Já em Portland, sem surpresas. O Blazers dominou sem dificuldade a partida contra o Houston e levou a melhor: 96 a 87.

Cleveland estreia com derrota em casa

O Boston Celtics sentiu-se à vontade em Cleveland e passou por cima do time da casa na rodada de abertura da NBA. LeBron James fez jus ao apelido de King James, anotou 38 pontos. Mas foi uma estrela solitária. Shaquille O'Neal fez apenas 10 pontos e Mo Willians, 12. Pelo Celtics, jogo mais distribuído: Paul Pierce, 23 pontos; Ray Allen, 16; Kevin Garnett, 13 e Rasheed Wallace, 12 pontos.
Vitória do Boston por 95 a 89. Significativo, pois na temporada passada o Cavs perdeu só duas partidas em casa.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

NBA Análises: Cleveland Cavaliers

Shaq e LeBron: sem título, não haverá o que comemorar

Shaq e LeBron: sem título, não haverá o que comemorar

08/09: Parecia ser o ano de LeBron James. O Cleveland Cavaliers teve melhor o recorde em toda a liga, com somente duas derrotas em casa. Nos playoffs, varreu seus dois primeiros adversários, Pistons e Hawks. Era franco favorito para bater o Orlando Magic na final do Leste, mas não foi o que ocorreu. Sem ter quem fizesse frente à Dwight Howard no garrafão e sem um marcador com velocidade suficiente para buscar o ala de força Rashard Lewis no perímetro, as fraquezas do Cavs ficaram expostas contra a pouco convencional equipe de Orlando. LeBron bem que se esforçou, mas não conseguiu bater a equipe da Flórida sozinho.

Com James entrando em seu último ano de contrato, o clima é de “agora ou nunca” no Cavs, por isso, a diretoria não mediu esforços para reforçar a equipe, trazendo ninguém menos que o 4 vezes campeão Shaquille O’Neal.

Entra: Shaquille O’Neal (PHO), Anthony Parker (TOR), Jamario Moon (MIA), Leon Powe (BOS)

Sai: Ben Wallace (DET), Sasha Pavlovic (MIN), Joe Smith (ATL)

Titulares: Mo Williams, Anthony Parker, LeBron James, Anderson Varejão, Shaquille O’Neal

Shaq veio para para D12

Shaq veio para parar D12

Análise: A final de conferência contra o Orlando Magic expôs as fragilidades do time do Cavaliers, principalmente quando se tratou da marcação no garrafão. Não houve resposta para a explosão física de Dwight Howard, que foi superior em todos os aspectos do jogo contra quem quer que o marcasse, fosse Ilgauskas, Varejão, Ben Wallace, Hickson… No ataque, a falta de ofensividade de Varejão e de velocidade de Ilgauskas acabavam não aproveitando a debilidade de Orlando na marcação de Lewis. Nem mesmo a impressionante média de 38,5 pontos de LeBron nas finais foi capaz de levar o Cavs adiante.

Shaquille O’Neal foi a resposta encontrada para parar Dwight Howard no garrafão. Tamanho ele tem. Experiência também. Falta velocidade, e muito. A presença de Shaq sem dúvida é imponente, mas traz alguns problemas para o Cavs, como, por exemplo, a defesa do pick n’ roll na cabeça do garrafão. Aos 37 anos e com 147 kg, não há como o pivô acompanhar jogadores após o corta luz.

Ofensivamente, a capacidade de Shaq em anotar pontos é conhecida, porém, não se pode esquecer que ele jogará ao lado de LeBron James, jogador que precisa de espaço no garrafão para infiltrar. Com Ilgauskas em quadra há esse espaço, pois o lituano tem bom chute de média distância. Agora, todos sabem que O’Neal é completamente incapaz de acertar um jumper que seja, logo, haverá um garrafão com maior tráfego nas infiltrações de LeBron.

Isso quer dizer que não gostei da aquisição de Shaq? Pelo contrário. Seu tamanho e experiência serão fundamentais, ele sabe que lhe restam poucos anos na carreira e dificilmente terá oportunidade tão boa para conquistar seu 5º anel. Com a escassez de pivôs que há, Shaq foi um achado, ainda mais com a manutenção de Ilgauskas, o que dará versatilidade para Mike Brown montar seu time de acordo com o adversário. As contratações de Jamario Moon e Anthony Parker também foram muito boas, os dois são belos marcadores, o primeiro é explosivo,o segundo tem ótimo arremesso. Ambos poderão ser utilizados com freqüência.

A temporada 09/10 será um divisor de águas para a franquia. Se vencer o título, as chances de LeBron James, nativo do estado de Ohio, renovar aumentam bastante. Caso haja nova frustração, como a ocorrida contra o Magic, o atual MVP pode se cansar e buscar novos ares (e um anel). Para o Cavs, é vencer ou vencer.

Gustavo Mesa - NBA Blog

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Pré-temporada: 4 vitórias e 4 derrotas. Estreia hoje contra o Boston.

NBA Análises: Los Angeles Clippers

Novato Griffin é esperança de dias melhores em LA

Novato Griffin é esperança de dias melhores em LA

08/09: O último ano foi desastroso. Com apenas 19 vitórias, o Clippers teve a segunda pior campanha da liga. As aquisições do início da temporada não surtiram efeito: os números de Baron Davis despencaram, Marcus Camby (como esperado) não conseguiu coexistir com Chris Kaman e Zach Randolph, contratado por desespero durante a temporada, apesar dos números expressivos, pouco contribuiu para a coesão da equipe (Ricky Davis não merece sequer ser citado com seus 33% em arremessos de quadra). Some o baixo entrosamento às lesões, que fizeram os seis principais atletas perderem juntos 135 partidas, e pode-se compreender o motivo do fiasco.

Entra:
Blake Griffin (draft), Rasual Butler (NO), Sebastian Telfair (MIN), Craig Smith (MIN) e Mark Madsen (MIN)

Sai: Zach Randolph (MEM) e Mark Madsen (dispensado)

Titulares: Baron Davis, Eric Gordon, Al Thornton, Blake Griffin e Chris Kaman (Marcus Camby)

Análise:
a melhor notícia que o Clippers poderia ter para o início da temporada foi o GM Mike Dunleavy ter encontrado o Grizzlies para despachar o péssimo contrato de Zach Ralndolph. Sem Zach, além da imediata evolução defensiva, não haverá com quem Blake Griffin, a primeira escolha do draft, disputar posição, dando espaço (e minutos) para que ele possa desenvolver seu jogo.

Thornton e Gordon são jovens talentosos
Thornton e Gordon são jovens talentosos

O Clippers tem talento, isso é inegável. Além do novato com grande potencial, a equipe possui atletas de qualidade em todas as posições. Baron Davis é um excelente armador principal e, com motivação e saudável, é capaz de organizar uma equipe vencedora. Nas laterais, há dois jogadores jovens e com belo futuro pela frente, na posição 2 Eric Gordon e na 3, Al Thornton. Como ala de força há o já citado Griffin, capaz de jogar de costas para a cesta com eficiência. E, no garrafão, há dois pivôs que impõem respeito: Camby e Kaman.

O técnico Mike Dunleavy tem qualidade nas mãos para montar uma equipe competitiva, as peças se encaixam e, se lesões não atrapalharem, existe talento para colocar o LA nos playoffs pela segunda vez em 13 anos.

Gustavo Mesa/ NBA Blog

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Pré-temporada: 6 vitórias e 2 derrotas. Estreia hoje contra o Los Angeles Lakers.

NBA Análises: Portland Trail Blazers

Oden, Aldridge e Roy veem um promissor futuro pela frenne
Oden, Aldridge e Roy veem um promissor futuro pela frente

08/09: Durante a temporada regular o Blazers parecia a única equipe do oeste capaz de fazer frente para o Lakers nos playoffs. Após perder os dois primeiros encontros para o time de LA (inclusive na abertura da temporada), Portland mostrou consistência e venceu os outros dois jogos, um deles o maiúsculo triunfo de 111 a 94. Porém, na pós-temporada Houston roubou o mando de quadra logo na primeira partida e o fez valer até o fim da série, tornando-se assim o adversário do Lakers nas semifinais do oeste.

Entra: Andre Miller (PHI), Juwan Howard (CHA), Dante Cunningham (Draft), Jeff Pendergraph (Draft)

Sai: Sergio Rodriguez (SAC), Channing Frye (PHO)

Titulares: Andre Miller, Nicolas Batum, Brandon Roy, LaMarcus Aldridge, Joel Przybilla (Greg Oden)

Miller chega para organizar o Blazers

Miller chega para organizar o Blazers

Análise: A equipe liderada por Brandon Roy e LaMarcus Aldridge tem apresentando uma impressionante evolução. Desde que a dupla foi seleciona no draft de 2006, o Portland está em plena ascensão, tendo alcançado os playoffs pela primeira vez na última temporada.O Blazers tem uma equipe bastante completa. Roy indica que em breve será um jogador de primeira grandeza na liga, é um ótimo cestinha, capaz de anotar pontos tanto com arremessos de fora do garrafão como em penetrações, é ótimo marcador, sabe passar a bola e já provou ter capacidade de decidir partidas. Aldridge complementa Roy muito bem, se tem suas dificuldades de marcar os melhores alas de força da liga, compensa com um repertório extenso no ataque, com chute confiável de média distância e ótimo post-up.

Auxiliando a jovem dupla há um belo elenco. O combo de pivôs Joel Przybilla e Greg Oden é excelente defensivamente (apesar de Oden ser uma máquina de faltas), somados os dois fazem 14,4 pontos e pegam 15,7 rebotes, o desempenho de ambos (que nunca ficam juntos em quadra) equivale ao de um pivô de elite. O espanhol Rudy Fernandez tem pontaria certeira nos tiros de três e seu arsenal ofensivo vindo do banco é bastante proveitoso. O mesmo pode se dizer de Travis Outlaw, que vindo da reserva dá um novo gás à equipe.

O ponto fraco da equipe do ano passado era o armador principal, Steve Blake. Para essa temporada, o experiente Andre Miller foi trazido de Philadelphia com a incumbência de organizar o ataque, tarefa que ao longo da carreira já demonstrou ser capaz de realizar.

O Blazers está ainda mais forte, e uma boa temporada pode ser esperada. A questão, porém, é se a evolução da equipe será capaz de fazer frente às duas grandes potências do oeste, Lakers e Spurs. Para bater essas duas equipes, Portland precisa que Roy alcance o nível dos melhores de sua posição, Aldridge tem que continuar evoluindo e Oden precisa corresponder às expectativas que o fizeram ser escolhido na primeira posição do draft de 2007 e dominar o garrafão nos dois lados da quadra. Esse ainda não é o ano do Blazers, mas um futuro brilhante pode ser visto no horizonte.

Gustavo Mesa/ NBA Blog

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Pré-temporada: 4 vitórias e 4 derrotas. Estreia hoje contra o Houston.

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